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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Experiência de morte no Teatro

No momento me lembrei de uma experiência antiga

Foi quando eu estava na platéia do Teatro Goiânia
No palco a spin cantora Marivone Caetano cantava Caro Nome, de Verdi
Ela usava um belo vestido negro, colocou a mão sobre o joelho e um pouco derreada e olhando para o céu cantou
Neste momento adormeci
Durante o sonho, a cantora atuava no palco
Sento Una Forza Indomita foi outra música cantada
Durante o sono vi-me no mato, em frente a uma casa de palha
Aroxima-se uma ave negra, a inhauma ou inhuma
A ave se aproximou como se fosse aliada
A ave começou a enfiar as penas do seu rabo no meu coração
Dor
Comecei a morrer
Morri
Inexisti
Fui salvo pelas palmas dos presentes
Era o povo aplaudindo Marivone Caetano
Durante a minha morte, quanto mais palmas mais as penas entravam no meu coração
Foi quando vi que o momento da morte é um momento de silêncio
( ) Sem palmas
Devido as penas, o meu coração foi parando.
Esquecimento total.
Inexistência.
Morri.
O eco me matou
Silêncio!
Silêncio na hora da morte
Que morramos sem palmas ou lanças por perto
.

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